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FORDLÂNDIA

Publicado por abusufyen em Junho 9, 2008

            Artigo escrito por Ali Chams, Camila guirado Abolis, Cintia Almeida, Flávia Araújo e Domingos Vela, 5ª etapa do curso de Relações Internacionais das Faculdades Integradas Rio Branco para a matéria Comércio Exterior II.

FORDLÂNDIA

 

            Como parte de seus projetos, Henry iniciou a chamada Integração Vertical, que consistia no controle de todos os recursos necessários à construção de um bem. Para se libertar do monopólio inglês do látex e suprir a necessidade de borracha, matéria-prima complementar para a fabricação de automóveis, Ford decidiu ele mesmo produzir a tão essencial matéria prima e assim começou a prospecção de locais para a produção de látex e para isso contratou o brasileiro Jorge Dumont Villares e William L. Schurtz que negociaram com o governo do Pará para que lhes doasse uma área de um milhão de hectares nas margens do Rio Tapajós para a construção do empreendimento e eles em seguida a venderam para Ford pelo valor de US$125 mil dólares, ou seja, a aventura de Ford já mostrava indícios de um fracasso. Em 1927, foi estabelecido um vilarejo chamado Fordlândia.

            Fordlândia contava com uma excelente estrutura: hospital de primeira linha (onde foi realizado o primeiro transplante de pele do país), luz elétrica, água encanada e filtrada, sistema de hidrantes, cinema, um porto, entre outros, lá ele construiu a maior serraria da América Latina que a princípio tentou vender a madeira, vinda do desmatamento, para os EUA e Europa para tentar obter algum retorno do seu investimento, mas o negócio logo se mostrou inviável. Ford tentou construir uma comunidade “American-as-apple-pie”, uma representação do “american way of life”. No vilarejo havia mais de 3 mil funcionários, onde mais de 20 diferentes línguas eram faladas, na cidade havia desde padeiros e açougueiros a uma pequena fábrica de calçados, vários americanos foram chamados para a cidade e foram eles os únicos a ocupar os cargos de chefia.

            O empreendimento de Ford tomou como modelo o empreendimento inglês nas suas colônias na Malásia. Mas em 1876, o inglês Henry Alexander Wickham do Royal Botanical Garden em Londres, que morou em Santarém durante dois anos, colheu 70 mil sementes de seringueira (Hevea brasiliensis), originárias de uma região denominada Boim, no Vale do Tapajós, e as transformou em mudas que plantou em colônias britânicas na Malásia, formando extensos seringais de cultivo que apresentavam alta produtividade de borracha seca por hectare.

Se de meados do século XIX até quase meados do século XX praticamente toda borracha natural consumida no mundo era originária da Amazônia brasileira, levando o produto a competir com o café na formação do PIB do Brasil, em pouco mais de cinqüenta anos os ingleses desbancaram a Amazônia e transformaram-se nos maiores produtores de borracha do mundo, com efeitos desastrosos para a economia da região amazonense que continuava assentada no extrativismo predatório dos seringais nativos, e assim continuou por mais meio século.

Esse fato teve reflexos também em Dearborn, – fábrica de Ford onde eram produzidos 1.200 automóveis por dia e eram empregados 100.000 trabalhadores – pois os ingleses a fim de manterem o preço da borracha em alta, passaram a controlar a produção asiática, obrigando Henry Ford a pensar em produzir sua própria matéria prima se quisesse ter garantia no abastecimento de látex para a fabricação dos pneus dos seus automóveis.

Assim surgiu a idéia de Ford produzir borracha na Amazônia, a escolha do Vale do Tapajós para sede do seringal racional deveu-se ao fato de lá ter saído as 70 mil sementes que Henry A. Wickham levou para Londres e de onde até pouco tempo atrás era produzida quase a totalidade do látex usado no mundo.

Apesar do investimento de Ford se justificar por criar uma segurança no fornecimento de látex a sua implementação sofreu de sérios problemas e principalmente de erros. Em primeiro lugar a escolha do terreno, os um milhão de hectares “concedidos” pelo governo do Pará nas margens do Rio Tapajós era de uma topografia montanhosa e solo predominantemente arenoso que dificultavam o cultivo com máquinas, elevando o custo de produção da borracha. Aliado ao clima com umidade relativa do ar elevada, que favorecia o ataque do inimigo número um da seringueira na Amazônia, o “Mal das Folhas”, doença causada pelo fungo Microcyclus ulei, até então desconhecido dos americanos de Fordlândia que não estavam preparados para combatê-lo. Em segundo lugar, foi a equipe mandada para realizar a tarefa, na equipe mandada por Ford para a criação da cidade e da plantation de seringueiras era constituída por engenheiros, médicos, contabilistas, eletricistas, desenhistas, mas nenhum agrônomo, botânico ou fitotecnista fazia parte da equipe inicial, ou seja para Ford uma vez que sua plantation seria feita na região nativa da seringueira não haveria problemas com sua implementação. O terceiro erro foi resultado do segundo, uma vez que na equipe técnica não havia ninguém especializado no cultivo de seringueiras e com a idéia de que por estarem na área nativa da seringueira a forma como elas seriam plantadas não traria problema algum, assim com o objetivo de “industrializar” a produção de látex as seringueiras foram plantadas em fileiras, 200 mudas por acre num total de 1.5 milhão de seringueiras – dentro da floresta as seringueiras eram encontras numa área de 3 seringueiras por acre- e poucas mudas vingarem exatamente por estarem umas muito próxima das outras, onde cada uma inibia o crescimento da outra, e por estarem em um solo pobre e montanhoso.O quarto ponto foi que uma vez que o terreno era úmido demais, as seringueiras ficaram mais vulneráveis a ocorrência de fungos e foi exatamente isso que dizimou  o resto da plantação, o fungo Mycrocyclus ulei, popularmente conhecido como “mal das folhas”. O quinto e último problema foi exatamente o choque cultural, ao conceber a idéia de plantation Ford queria também exportar o estilo de vida e os valores americanos, o “healthy lifestile”, então construiu casas no estilo americano, o regime de trabalho era próprio americano de “nine-to-five shifts” ao contrário do eu os caboclos eram acostumados (antes do sol nascer com pausa até o sol se pôr para evitar o sol amazonense), o próprio entretenimento era “importado”, os trabalhadores eram obrigados a celebrar as festividades americanas, nos finais de semana eles eram chamados a reuniões onde liam poesia, dançavam e cantavam canções típicas americanas, outro ponto foi que Ford proibira o consumo e venda de bebidas alcoólicas na cidade, obrigando o caboclo a irem para outras cidades para se saciarem. O ponto de ebulição desse choque foi quando Ford trocou a refeição comum aos caboclos, peixe e farinha, por comidas americanas, como hambúrguer, espinafre e outro. Isso tudo eclodiu na “revolta das panelas”, revolta essa que perdurou por 3 dias até que o exército brasileiro viesse para intervir na região.

            A aventura de Henry Ford durou menos de 20 anos, exatamente pelos problemas citados acima. Logo após que a Fordlândia não vingaria exatamente pela sua topografia, Ford tentou mudar o empreendimento para a cidade de Belterra, contratando o especialista James R. Weir para diagnosticar e implementar a nova plantação, mas a mesma foi também dizimada pelo “Mal das Folhas”. No entanto, a aventura de Ford foi abandonada com o surgimento da borracha sintética, derivada do petróleo e gás que tornou a obtenção do látex de seringueira economicamente inviável.      Em 1945 a filial amazônica da Ford Motor Company fechou as portas, levando consigo um prejuízo de mais de US$ 100 milhões em valores atualizados.

 

ATIVOS TANGÍVEIS E INTANGÍVEIS

            A complexidade da aventura de Ford foi de difícil implementação e infrutífera devido aos inúmeros erros de implementação, no entanto, felizmente, essa complexidade tornou a análise do empreendimento muito mais fácil.

            Tomando os conceitos de ativos tangíveis e intangíveis, a idéia e implementação da Fordlândia tomaram como base principalmente o primeiro, isso é visto no transporte das casas pré-fabricadas no estilo americano trazidas para a Amazônia, a construção da cidade com o que havia de mais moderno entre outros, ou seja, a questão material era abundante, mas o que se fez com ela foi uma sucessão de erros. Quanto à questão de ativos intangíveis, resumidos no conhecimento, a simplificação da situação e do empreendimento o tornou inerentemente um fracasso, o envio de uma equipe técnica constituída essencialmente por engenheiros, médicos, eletricistas e outros, mostra a intenção de Ford em produzir látex como ele produzia carros, o erro aqui foi a falta de informações a respeito da região e solo, o conhecimento ineficaz de sua equipe que não era constituída por nenhum especialista em botânica ou afins. Querer fugir do monopólio inglês de látex era um objetivo importante, no entanto implantá-lo de forma messiânica foi uma cinca.

 

 

FORDLÂNDIA ANALISADA SOBRE A ÓTICA DAS CORPORAÇÕES MULTINACIONAIS

            Para analisar o estabelecimento da filial amazônica da Ford Motor Company sob a ótica das Corporações Multinacionais (CMN), é preciso relembrar que cada filial possui um papel único na CMN, e é justamente esta unicidade que modela a estratégia da filial como uma função do ambiente local e as capacidades únicas destas, além dos papéis desenvolvidos por cada tipo de filial, os quais podem ser divididos basicamente em três:

            a) Local Implementer: Essa filial possui um escopo geográfico limitado, restrita a um país,          produtos constrangidos e escopo de valor adicionado. Neste contexto o papel da filial é     adaptar os produtos globais às necessidades do mercado local.

            b) Specialized Contributor: Essa filial tem competência considerável em funções especificas,      mas suas atividades são firmemente coordenadas com as atividades de outras filiais. Por isto         sua característica principal é uma elevada interdependência com outras filiais. Ela ocorre           quando as pressões para integração no ambiente são altas e há poucas responsabilidades        locais.

c)World Mandate: filial que trabalha com a sede no sentido de implementar estratégias. Ela        possui responsabilidades mundiais ou regionais sobre uma linha de produto ou negócios, e         tipicamente não possui limitações no escopo de produtos. Nesse sentido, ela alcança uma  “centralização descentralizada”, as atividades são integradas mundialmente, mas gerenciadas a partir de filiais e não pela sede.

            Com base nestes conceitos, podemos dizer que a filial da Ford estabelecida na Amazônia possuía a características de Specialized Contributor, pois ela era uma filial responsável pela produção da matéria-prima destinada para as fábricas da Ford. No entanto, essa caracterização da Fordlândia como sendo a de Specialized Contributor seria a definição da filial ideal a ser implementada na região, e se caracteriza por fazer parte de um CMN descentralizada, o que a Ford não era, a determinação dos meios com o qual os objetivos da filial, produção em grande escala de látex, foram formuladas pelo próprio Ford, ou seja, não havia uma descentralização, mas sim uma estrutura vertical, conceder a filial uma autonomia, o que seria mais eficiente, não ocorreu.

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Artigo em Destaque

Publicado por abusufyen em Abril 11, 2008

Perspectivas para os movimentos estudantis atuais, por Bruno Felice A. Perrella

Perspectivas para os movimentos estudantis atuais.

Por Bruno Perrella. [1]


Passou esses dias na televisão um documentário muito interessante falando sobre a UNE (União Nacional do Estudante). Este documentário continha imagens das manifestações, discursos, ações, as reuniões, e também os depoimentos, feitos hoje em dia, dos presidentes da UNE.

Eu sempre afirmei minha decepção com a classe estudantil brasileira atual. E também, sempre afirmei que por essa minha exaltação política, por esse meu questionamento, por toda a minha sede de manifestações, eu “invejo” os estudantes ativos daquela época.

A UNE foi fundada em 1937[2] e através de reuniões e congressos intercursos, debatiam as perspectivas para o Brasil. Tinham, no inicio, um caráter anti-nazista o que refletiu na criação de um nacionalismo saudável e progressista.

A partir de 1964, com a tomada do poder pelos militares, as ações da UNE foram colocadas em xeque pelo governo, dado a importância que o movimento tinha adquirido, como também, o seu grande poder de formadora de opinião e questionadora da sociedade.

Assim, os militares proibiram as reuniões da UNE, invadindo, prendendo, torturando, saqueando e vigiando as universidades e os intelectuais. Mesmo com toda esta repressão, a UNE continuou com seus encontros, ainda que secretos e ainda tendo coragem de promover passeatas e manifestação.

A UNE sobreviveu a ditadura militar, e também marcou presença no movimento de Diretas Já, apoiando a candidatura de Tancredo Neves à Presidência da República. Assim como também, a UNE foi uma das primeiras entidades em 1992 a fazer manifestações a favor do Impeachment do presidente Collor, através do movimento Caras-Pintadas. Mas é no governo de Fernando Henrique que se presencia certa diminuição nas ações da UNE, que foi contra as privatizações e defendendo o ensino público no país.

No tempo de Fernando Henrique ainda presenciamos esses resquícios das manifestações estudantis, mas e hoje no governo de Luis Inácio Lula da Silva? Aonde que se encontra a sociedade?

Um dos antigos presidentes da UNE, que se pronunciou no tal documentário, (porem me fugiu o nome dele), afirma algo muito interessante. Hoje em dia, um dos motivos apontados para esta ausência da opinião estudantil é a ausência de um corpo físico sempre presente e atuante como a ditadura foi. Ele afirma que a falta de interesse na participação política sempre existiu, assim como hoje, porém antes a ditadura mostrava-se de corpo presente quase que todos os dias, portanto não tinha como se esquecer, como tentar driblar, o fato de que foram terríveis as ações dos militares, principalmente contra os estudantes.

José Serra, que também foi presidente da UNE, afirma outro motivo. Serra afirma que hoje a UNE está mais ligada a partidos políticos, e isso de certa forma restringe suas ações. Ele não esta julgando, esta só comentando o fato, de que antigamente a UNE era mais independente do governo.

Eu concordo mais com o primeiro, porem não inteiramente. De fato, antes a participação era maior pelo corpo presente da ditadura, porem a força da UNE era tamanha que em seus congressos, vinham estudantes de todo o Brasil. E não eram pequenas caravanas, eram grandes parcelas representativas de cada universidade. Não há como negar, também, que antes a participação política dos estudantes era infinitamente maior. Eles lutavam com paixão, tinham um compromisso e não o descomprimiriam.

Hoje isso já não existe mais, pelo menos desta forma. Não existe nenhuma participação, comprometimento e responsabilidade por parte dos jovens estudantes, claro que existem muitos que ainda se salvam. Mas hoje em dia com essa festa toda que acontece no Senado[3], especificamente, hoje, com o presidente do Senado o Renan Calheiros, com todo o esquema de mensalão[4] que foi denunciado, com todo o esquema de corrupção que sabemos que existe, os estudantes não se manifestam, não se organizam. Vivem seus dias com rotinas, parecendo não se importar com a política nacional.

Isso é preocupante, pois vemos os jovens cada dia que passa mais alienados, mais envolvidos com a criminalidade e tráfico, e se esquecendo da nobre causa política, se esquecendo da excelência nos debates e opiniões que esta classe carrega.

Uma das últimas manifestações que aconteceu que eu me lembro, foi o “Fora Bush[5], quando um grande número de pessoas se manifestaram na Avenida Paulista quando o Presidente dos Estados Unidos veio ao Brasil. Foi uma forma até violenta, parecendo um bando de vândalos para uma causa até que nobre, mas só seria realmente, se todos soubessem o porquê de estar ali. A Rede Globo fez diversas entrevistas com os manifestantes, a maioria não sabia o porquê da manifestação, e alguns não sabiam nem quem era o Bush.

Chegamos a um estado alarmante de alienação política, onde que os movimentos sociais perderam espaço por simples desinteresse das classes, como por exemplo, a classe estudantil.

Eu busco acreditar que hoje, pela agilidade de informações, internet e esses fatores, o tempo dos brasileiros está muito restrito. Uma espécie de “Manifestar ou Trabalhar”, o que faz bastante sentido na vida do brasileiro moderno.

Mas será que não vêm os noticiários? Será que não lêem jornais? Será que não se preocupam no futuro do país? E esse descomprometimento é, de certa forma, um caso especifico do Brasil, pois a França, por exemplo, retratou em 2006 as manifestações dos jovens contra as novas leis para o primeiro emprego[6].

Acredito que esta falta de mobilização é justamente o que o presidente da UNE disse. Fazendo um paralelo, hoje, vivemos em uma democracia, nós elegemos os políticos e eles cumprem suas promessas, em tese. Sendo assim, não temos de corpo presente um inimigo tão agressivo quanto a ditadura. Sim bem verdade isso, porem como afirmou Lucia Hipólito, a analista político da radio CBN, cerca de 20% dos congressistas brasileiros não receberam o voto direto da sociedade, mas sim o voto da legenda partidária. Isso é alarmante. Sim, não temos mais o corpo presente autoritário da ditadura, mas temos a “cueca e o mensalão”. Só esse fato de corrupção não é um motivo suficiente para uma mobilização? Para uma pressão por parte da sociedade?

Entretanto, a verdadeira pergunta é como que chegamos neste estágio tão passivo da sociedade? Como que engolimos tantos sapos da política brasileira. Se não basta o mensalão, a corrupção, a festa no Senado, as licitações malfeitas, os altíssimos impostos, se isso não basta, ainda temos o fato de que o Brasil cresceu cerca de 2,5% em 2005[7] e 2,9% em 2006[8], perdendo na América Latina somente para o Haiti, que esta em guerra civil.

Por isso afirmei anteriormente minha “inveja” pelas manifestações estudantis de outra época. Toda essa calmaria política da sociedade desanima qualquer cabeça pensante do meio. Hoje, a falta de comprometimento que invade as pessoas é tamanha, a falta de opinião formada, é algo que deveriam assustar os brasileiros. Há uma “doença” tomando conta da sociedade brasileira, e o individualismo é um dos sintomas.

Tal doença é o esquecimento. A qual conduz o país à este circo que vivemos. O povo brasileiro atarefado, tendo que se desdobrar para seguir no emprego, tendo que permanecer vivo a cada dia, fugindo dos roubos e seqüestros, se esqueceu dessa honrosa causa política. Ou ainda, talvez, quem sabe olhando por um lado mais pessimista, a grande parcela do povo brasileiro tenha, na verdade, se vendido para os “bolsas-auxilios” que o governo, sabiamente, esta distribuindo.

É uma continuidade de fatos que fica impossível de prever até onde vai chegar. Impossível de prever até quando a sociedade vai trocar sua participação por esmola. Eu espero que acabe bem esta historia, e que possamos, enquanto estudantes, retomar essa gloriosa fama de participação política e fazer voltar a honrosa denominação de ator político antes que seja tarde.

Mas em todo o caso, hoje os movimentos estudantis estão apagados, e nada esta sendo feito para melhorar a consciência dos jovens para a política. Algo que deveria começar dentro de casa, não esta acontecendo, e gera assim esse descompasso atual, criando uma enorme distancia entre jovem e a política, sufocando cada vez mais os movimentos. E não digo movimentos partidários, e nem podem ser, mas sim, aqueles saudosos movimentos patrióticos, os movimentos pró-Brasil.

É muito necessário que olhemos para o passado e aprendamos algo com as ações desses movimentos. Não podemos desonrar desta maneira todo o histórico do movimento estudantil, e nos tornarmos tão passivos hoje em dia. Falta de organização não pode ser uma desculpa, porque nos antigos movimentos eram pouco organizados. É importante aprender com a historia, e ver que a partir desses movimentos o rumo da historia mudou.

Porque se nem os estudantes se manifestarem, e a sociedade permanecer nesse silêncio infeliz, os políticos continuarão abusando, continuarão em desrespeito com a sociedade e se sentindo no paraíso, quero dizer, em Brasília.


Bruno Felice Araújo Perrella.

São Paulo, 6 de setembro de 2007


[1] Bruno Felice Araújo Perrella é estudante de graduação de Relações Internacionais e Coordenador Presidente do Grupo de Estudos e Debates de Relações Internacionais da Faculdade Rio Branco, G.E.D.R.I. (brunoperrella@yahoo.com.br ; www.artigosbrunoperrella.wordpress.com)

[2] Todas as informações históricas sobre a UNE foram retiradas do site: < http://www.une.org.br/>. Acesso em 06.09.2007.

[3] Para entender o “baile” no senado e o caso de Renan Calheiros, acesse <http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI1826211-EI7896,00.html> Acesso dia 06.09.2007.

[4] Para entender sobre o mensalão, acesse: <http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u70256.shtml> e também: <http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u69467.shtml>. Ambos acessos dia 06.09.2007.

[5] Maiores informações: <http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u90128.shtml>. Acesso dia 06.09.2007.

[6] Maiores Informações: <http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u94176.shtml>. Acesso dia 06.09.2007.

[7] Maiores informações em: <http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u105546.shtml> Acesso dia 06.09.2007.

[8] Maiores informações em: <http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u114779.shtml> Acesso dia 06.09.2007.

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O Por Quê?

Publicado por abusufyen em Abril 9, 2008

Bom, acho que quase todos os problemas do mundo podem ser classificados utilizando-se apenas uma palavra: carência. Desde que entrei na firb senti exatamente isso, a carência de mecanismos de comunicação entre a instituição e alunos e acima de tudoa carência de comunicação entre alunos e outros alunos, não há, definitivamente, ferramentas que nos façam entrar em contanto uns com os outros, tanto no aspecto intelectual quanto no aspecto social. Para mim, mais parece que a faculdade é formada vários mundos, uns separados dos outros por meio de paredes e em que todos ficam isolados. Mas é claro isso não é generalizado, os alunos de RI conseguiram criar o GEDRI (Grupo de Estudos de Relações Internacionais), o CIERI, a Atlética e é claro as comunidades no Orkut.

Eu acredito que a faculdade não é formada por diretores, a faculdade apenas existe porque os alunos estão lá e ela só vai melhorar se nos empenhar nisso, assim, quem forma a faculdade somos nós e quando se demanda por mudança somos nós que devemos agir.

A idéia de criar este blog é que ele sirva de ferramente para um debate entre nós, alunos, para que compartilhemos o trabalho que realizamos nesses diferentes mundos e que possamos acrescentar sempre algo mais. Nesse sentido, ele é uma porta aberta à participação de todos e realmente torcemos para que dê certo.

Portanto, quero deixar claro que o objetivo geral do blog é servir de ferramenta para que os alunos e é claro também os professores de Relações Internacionais da firb tenham um espaço para compartilharem tudo aquilo que for criado por nós. Assim, se voce escreveu um artigo, um trabalho, ou se tem uma idéia interessante, informações sobre palestras, cursos relacionados, projetos e outros, o blog será (essa é a idéia) a janela.

Então se vocês quiserem participar mandem aquilo que vocês criarem para blogriobranco@gmail.com e ele será publicado no blog, ou utilizem os posts para escrever ou mandar uma mensagem.

Esperamos a participação de todos.

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